domingo, 24 de março de 2013
Pedra Filosofal
Quando o Sol e a Lua se deitam sob deleite do amor
Um maravilhoso filho vem nos purificar
Esse maravilhoso filho de pedra rubea cor
Eleva espírito úmido ao mais alto patamar
Oh Sol, Oh Lua cujo maravilhoso gozo tudo solve
Oh pedra dos três reinos
Bebo o elixir rubedo de suco nobre
Feita com frio orvalho do sereno
Oh pedra que dentro do metal está oculta
Transforma sementes em árvores, chumbo em ouro e homem em deus
Se só os sábios reconhecem os caminhos para a gruta
Todo ouro e glória serão meus
Se Kundalline quiser subir
Pelo sêmem o vapor há de empurrar
As serpentes não deverão cair
Enquanto mercúrio não derramar
Oh Pedra, elixir rubedo
Oh tesouro filosofal
Teu brilho cintila em vermelho
É para o sábio o que o vento é para o nau
(Vinicius Pimentel Ferreira)
domingo, 26 de agosto de 2012
Discurso Vincuniano (Solve e Coagula )
“Lançai-vos
humanos a Verdade, deixai de lado o fracasso que envergonha vossa santidade,
olhem para o kosmos, olhem para si
mesmos, olhem para o espelho que vos reflete como sóis... Abandonem as sombras
da falsa realidade, deixai a mudez de lado e reclamem o verbo do qual fazem
parte, o verbo que corre em vossa carne.
Amem o Todo, o
alto extremo inalcançável do qual todos buscamos, amem a felicidade humanos,
pois não precisam de nada além disso, pois só são isso e isso é Tudo.
Treinem
a verdadeira profissão, sejam artesãos, modeladores da natureza, modelem,
desfazer e fazer, solve e coagula, transformem, mudem, o segredo é eudaemonia, esta é a chave que abre
qualquer portal, essa é a chave para o Um.
Tudo é Um, o Um é Tudo, vós sois Um, vós que
vislumbrastes tudo pela esfera demiurgica.
Libertem-se homúnculos, transformem vossas almas,
tornem-se puros, a pureza lhes é “de-vida” , tornem-se Um.
Vejam o
próximo, como veem a si mesmos, pois são um e o mesmo, só a unidade é possível.
Todo mal que
fizerdes a outro farão a si, todo ato piedoso para teu próximo é um ato piedoso
para si, pois tu és o próximo da reação.
Para realizar o
verdadeiro ato o artesão deverá tomar
para si o circulo perfeito, só o verdadeiro artesão saberá encontra-lo, o
circulo cujo centro é o Todo e as bordas não se encontram.
O verdadeiro ato é a transmutação, a arte dos homens
dourados, OH homens dourados quão belos sois, como o sol de primavera que
permite o florescer dos campos.
Curem o inverno
meus irmãos e façam florescer as colinas, nisso consiste o verdadeiro homem, o
homem magno, contemplem o espírito e lhe será revelado à arte de transformar.
Abram os portões
que muitos não ousam passar, sejam o contra peso na balança, bebam do elixir rubro
de nosso espírito.
A luz que lhes
gerou o espírito repousa na Verdade, a luz que tudo gera lhes banha o
intelecto, mergulhem na mônada e
ignorem as sombras.
É nosso dever
transformar o mundo, nós somos o mundo, nos somos Um.
Nós somos a
imensa yggdrasil, nós somos o
universo, somos maior no Todo que na parte.
Não há mal que
possa machucar os artesãos, o único mal no qual se acredita é mera sombra, e
das sombras fazemos luz.
Artesãos
transformam um irmão em outro, o esquerdo no direito, o mole em duro, liso em áspero.
Levantem a mão e
sintam as pontes universais as quais estamos todos conectados.
A verdadeira
riqueza não pode ser encontrada fora, tolos são os que procuram, porque não há
fora.
Oh pimandro, lançou tua luz que tudo
transforma sobre minha alma, Oh artesão original, agora me passaste o ofício
que ainda não pude me tornar mestre, apenas um discípulo.
Pois agora
vejo, eu sigo a ordem, eu sou a ordem, nada mais há fora da ordem, nada há
fora, não há fora.
Pois essa é a
chave para A Pedra, pois ela está dentro.”
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Sentado no meu banco 02/06/2012
Eu aos poucos retrocedo, sob ameaça de uma força desconhecida e invisível
Tal força que me causa preguiça, PANSA e o mau hálito da matina
Me dilacera o espírito, me encobre a visão e me ataca o sensível
Que força é essa que vem me tomar? qual sua fonte? seja deste ou doutro mundo...
Me atrasa o trabalho, sonhos e desejos... Tudo parece distante demais para alcançar.
E o sofá? O sofá da sala, confortável demais, INCOMODO, parece que quanto mais repouso nele, mais estou cansado...
E as pessoas? As pessoas, ah as pessoas... Como me cansa vê-las, como me retarda ouvi-las...
Por que sofrem tanto por tão pouca coisa? Por que sofrer tanto por outra cousa?
As pessoas são a força que me devora, que me arde em paixões, falsas e ébrias.
De qual espírito o humano há de reportar-se? Não sei e não me importa.
Se quero ser feliz? Talvez, ou com certeza, mas como haverá a felicidade?
O que tenho nas mãos se não vícios e a baixa intelecção?
De que fome anseia meu espírito, que como uma draga tudo devora sem satisfazer-se?
Oh Deus meu, desconhecido consciente a sempre esperar no horizonte...
Por quê me criaste cheio de duvidas, por quê me fizera diferente, doente, ou pior, o único saudável?
O que é pior que estar junto, e ter-se sozinho?
Qual sombra de arrogância bebe a alma embriagada que não pode desvincular-se?
Por qual motivo os homens são tão sensíveis, cuja heterodoxia os ofende tão facilmente...
Oh Poimandres, porque trouxera a este mundo, baixo e vil, belo e amargo...
Por quê deixou-me envenenar com o Mercúrio se isso me tornaria tão solitário?
Como anseio por solidão, e como o convívio me faz falta...
Será que estou louco? E de qual qualidade é esta loucura?
Vivo essa víbora vida de vozes sussurrantes, sem mendigar...
E sussurrando meu pensamento, sibilo a vida a quem puder escutar.
(Vinicius Pimentel Ferreira)
Me atrasa o trabalho, sonhos e desejos... Tudo parece distante demais para alcançar.
E o sofá? O sofá da sala, confortável demais, INCOMODO, parece que quanto mais repouso nele, mais estou cansado...
E as pessoas? As pessoas, ah as pessoas... Como me cansa vê-las, como me retarda ouvi-las...
Por que sofrem tanto por tão pouca coisa? Por que sofrer tanto por outra cousa?
As pessoas são a força que me devora, que me arde em paixões, falsas e ébrias.
De qual espírito o humano há de reportar-se? Não sei e não me importa.
Se quero ser feliz? Talvez, ou com certeza, mas como haverá a felicidade?
O que tenho nas mãos se não vícios e a baixa intelecção?
De que fome anseia meu espírito, que como uma draga tudo devora sem satisfazer-se?
Oh Deus meu, desconhecido consciente a sempre esperar no horizonte...
Por quê me criaste cheio de duvidas, por quê me fizera diferente, doente, ou pior, o único saudável?
O que é pior que estar junto, e ter-se sozinho?
Qual sombra de arrogância bebe a alma embriagada que não pode desvincular-se?
Por qual motivo os homens são tão sensíveis, cuja heterodoxia os ofende tão facilmente...
Oh Poimandres, porque trouxera a este mundo, baixo e vil, belo e amargo...
Por quê deixou-me envenenar com o Mercúrio se isso me tornaria tão solitário?
Como anseio por solidão, e como o convívio me faz falta...
Será que estou louco? E de qual qualidade é esta loucura?
Vivo essa víbora vida de vozes sussurrantes, sem mendigar...
E sussurrando meu pensamento, sibilo a vida a quem puder escutar.
(Vinicius Pimentel Ferreira)
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Senhor dos Sonhos
Abaixo a prole visível mundana
Acordado entre as bromélias nuas
Onde a forma se eterniza
Veleja o senhor dos sonhos as águas que turvam
Com o passar da vida em seu remo um futuro agora
Sêmea, nutre, colhe
Da matéria que os sonhos brotam
O universo que os sentidos clareiam
No fluir constante para o vazio que completa
De sua Sabedoria - escudo infindável
Nesta noite constante afaste todo o mal
Que as quimeras proferirem
E de sua bússola pulsante encontre o caminho rio
E força necessária para o peso das grandes sementes
Acordado entre as bromélias nuas
Onde a forma se eterniza
Veleja o senhor dos sonhos as águas que turvam
Com o passar da vida em seu remo um futuro agora
Sêmea, nutre, colhe
Da matéria que os sonhos brotam
O universo que os sentidos clareiam
No fluir constante para o vazio que completa
De sua Sabedoria - escudo infindável
Nesta noite constante afaste todo o mal
Que as quimeras proferirem
E de sua bússola pulsante encontre o caminho rio
E força necessária para o peso das grandes sementes
Por: Marcus Artur de Carvalho
Para: Vinicius Pimentel Ferreira
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